SÉRIE — O VERDADEIRO CUSTO DE UM FUNCIONÁRIO | POST 7/7

Nosso funcionário ganha R$ 5.000. Mas quanto ele realmente custa?

Ao longo desta série, acompanhamos o mesmo profissional em empresas submetidas a regimes tributários diferentes.

Seu salário anual é:

12 × R$ 5.000 = R$ 60.000

Além disso, temos:

13º salário: R$ 5.000,00
1/3 constitucional de férias: R$ 1.666,67

Chegamos a aproximadamente R$ 66.666,67 antes do FGTS, encargos patronais e benefícios.

Considerando, de maneira simplificada, 8% de FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) sobre as parcelas correspondentes, chegamos a aproximadamente R$ 72.000 anuais.

Esse é um bom ponto de partida.

Mas ainda não é necessariamente o CTE (Custo Total do Empregado).

Em uma empresa do Simples Nacional enquadrada nos Anexos I, II, III ou V, a CPP (Contribuição Previdenciária Patronal) está, em regra, abrangida pelo regime, evitando que simplesmente acrescentemos os mesmos 20% patronais cobrados fora dessa sistemática.

No Simples Nacional – Anexo IV, a situação muda: a contribuição patronal não está incluída no DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional).

No Lucro Presumido e no Lucro Real, a contribuição previdenciária patronal básica é, em regra, de 20% sobre as remunerações sujeitas à incidência, além do RAT (Riscos Ambientais do Trabalho) e de outras contribuições aplicáveis.

Assim, nosso funcionário pode receber exatamente os mesmos R$ 5.000 e representar custos diferentes para três empresas.

E ainda não incluímos assistência médica, alimentação, seguro de vida, treinamento, equipamentos e outros benefícios.

É por isso que considero tão importante trabalhar com o conceito de CTE — Custo Total do Empregado.

Mas existe uma reflexão ainda mais importante para encerrar esta série.

Pessoas não podem ser analisadas apenas pelo quanto custam.

Elas vendem, produzem, atendem clientes, solucionam problemas, desenvolvem conhecimento, inovam e ajudam a construir o futuro da empresa.

Portanto, depois de calcular corretamente quanto custa nosso funcionário de R$ 5.000, surge uma pergunta muito mais interessante:

Quanto valor esse profissional precisa ajudar a empresa a gerar para sustentar e remunerar adequadamente o investimento realizado em sua contratação?

Nesse momento, deixamos de falar apenas de folha de pagamento.

Passamos a falar de produtividade, gestão e criação de valor.

#Gestão #Finanças #RH #Produtividade #SimplesNacional #LucroPresumido #LucroReal

Você está na parte 7 de 7 desta série. Veja as outras partes na lista abaixo:

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