Nosso funcionário recebe R$ 5.000. Então o 13º custa R$ 5.000 para a empresa?
Não necessariamente.
O valor bruto do 13º integral do nosso funcionário será de R$ 5.000.
Para planejamento, podemos pensar em uma provisão mensal de:
R$ 5.000 ÷ 12 = R$ 416,67 por mês.
Depois de seis meses, aproximadamente R$ 2.500 dessa obrigação já terá sido formada. Ao final de 12 meses, teremos os R$ 5.000.
Mas existe também FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) e podem existir encargos patronais incidentes sobre o 13º.
E aqui, novamente, o regime tributário importa.
No Simples Nacional – Anexos I, II, III e V, a CPP (Contribuição Previdenciária Patronal) está, em regra, contemplada no regime.
No Simples Nacional – Anexo IV, a contribuição patronal é recolhida separadamente.
No Lucro Presumido e no Lucro Real, também existem encargos patronais sobre a folha que precisam entrar na conta.
Isso significa que os mesmos R$ 5.000 de 13º podem produzir custos empresariais diferentes dependendo do enquadramento da empresa.
Mas a principal questão continua sendo outra.
O 13º não aparece repentinamente no final do ano. Ele é construído durante todo o período trabalhado.
O pagamento pode acontecer no final do ano. O custo começa muito antes.
Uma empresa que compreende essa diferença transforma uma obrigação trabalhista conhecida em uma despesa financeiramente planejada.
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Você está na parte 4 de 7 desta série. Veja as outras partes na lista abaixo:
- Parte 4 – Nosso funcionário recebe R$ 5.000. Então o 13º custa R$ 5.000 para a empresa? (atual)
- Parte 5 – Quanto custa demitir nosso funcionário de R$ 5.000? E o regime tributário muda essa conta?
- Parte 6 – O tempo de empresa também influencia quanto custa uma demissão.
- Parte 7 – Nosso funcionário ganha R$ 5.000. Mas quanto ele realmente custa?


